terça-feira, 25 de agosto de 2009

Judô:Brasil é candidato ao Mundial de 2013 de judô; FIJ proíbe golpes nas pernas

Fonte:UOL

O Brasil pode receber o Mundial de Judô de 2013. Durante o Congresso da Federação Internacional da modalidade, realizado em Roterdã, na Holanda, o país foi um dos quatro a apresentar candidatura para receber a competição.

Ao lado da proposta brasileira, entram na disputa Inglaterra, Hungria e Azerbaijão. A decisão da sede do próximo Mundial será tomado em Tóquio, dias antes do Mundial de 2010.

O grande trunfo dos brasileiros são os Jogos Olímpicos de 2016. O Rio de Janeiro é um dos candidatos para o evento - a decisão será tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) em outubro, em reunião na Dinamarca.

A decisão mais importante do congresso, porém, foi nas regras. A partir de 2010, as catadas de perna estarão proibidas. Antes das Olimpíadas de Pequim, a FIJ já tinha começado o processo para limitar o uso dessas técnicas, que agora devem ser completamente banidas.

O Mundial Júnior de Atenas, em outubro, será o primeiro teste das novas regras. Nenhum golpe pode ser dado com as mãos nas pernas e o judoca só pode segurar a perna do rival se tiver iniciado seu golpe com uma técnica anterior. A primeira infração será punida com um shido (punição). A segunda, resultará em eliminação da luta.

A mudança afeta dois dos brasileiros campeões mundiais. Tiago Camilo, por exemplo, é conhecido pelas técnicas de pé. Já João Derly, é especialista das catadas de perna. O judô praticado pelo gaúcho, inclusive, lembra mais o praticado no leste europeu, com grandes influências de outras modalidades, como a luta livre. E é justamente isso que a FIJ está tentando conter.

"Não queremos o judô se confundindo com outras artes marciais. Judô é judô. Temos voltar às origens. Vamos perder algumas técnicas com essas novas regras, mas em compensação, vamos ver o ressurgimento de outras, que tinham sido esquecidas pela postura quase sentada que os atletas adotam para defender as catadas de perna"
, explicou o chefe da comissão de arbitragem da FIJ, Juan Carlos Barcos.

O judô na região das Américas segue sem uma entidade para comandá-lo. O Congresso da FIJ, que planejava desfiliar a União Pan-Americana (UPJ), do dominicano Jaime Casanova, e reconhecer a recém-criada Confederação Pan-Americana (CPJ), presidida pelo brasileiro Paulo Wanderlei, não pode votar sobre o assunto.

A CPJ e a UPJ brigam na Corte de Arbitragem do Esporte (CAS), em Lausanne, na Suíça, para definir quem terá o poder no continente. O CAS probiu que a FIJ colocasse o assunto em pauta e deve divulgar até o dia 31, na próxima segunda-feira, um parecer sobre o caso. Em análise preliminar, feita a pedido da Odepa (Organização Pan-Americana de Esportes), a corte deu um parecer favorável à CPJ.

Na Holanda, o relatório apresentado pela União (todas as entidades continentais filiadas apresentam o balanço do ciclo anterior) foi reprovado pelo Congresso da FIJ, com 50 votos contra e apenas três a favor.

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