No dia 10 de junho, todos os olhares vão focar o mesmo ponto: o mundão do Arruda. Oitocentos jornalistas pediram credenciamento para cobrir o jogo da Seleção, contra o Paraguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. Por isso, mais 80 cabines estão sendo construídas.
O gramado foi aparado e outra grama colore de verde os vestiários: é sintética, piso ideal para o aquecimento dos atletas, que terão armários individuais.
O clube quer faturar com o movimento extra pela visita da Seleção e aproveitou para construir uma nova loja. Cinquenta e cinco mil ingressos serão vendidos. A arquibancada superior vai custar R$ 50 e a inferior R$ 70. Estudante paga a metade.
O sócio tricolor terá direito a assistir o jogo do setor de sociais. Para assistir da cadeira, o torcedor terá que pagar R$ 250. Das 6 mil cadeiras, 1,2 mil são cativas, ou seja, têm dono, que paga normalmente para assistir as partidas do Santa Cruz o ingresso de arquibancada.
Com o jogo pelas eliminatórias da Copa surgiu a dúvida se o proprietário da cadeira teria o mesmo direito. O juiz Alziênio Carvalho Cavalcanti entendeu que sim e concedeu liminar a dois torcedores do clube. Eles vão poder pagar o ingresso de arquibancada para ficar nas cadeiras.
Mas o clube deve recorrer. “Na realidade ninguém é proprietário. Eles são concessionários de uso, eles têm o uso da cadeira”, afirma o advogado do Santa Cruz, Miguel Moura.
Para usar os camarotes, de acordo com o advogado, o torcedor terá que pagar um ingresso diferenciado, que custará R$ 250.
A nova loja do Santa, que seria inaugurada hoje à noite, só será aberta na quarta-feira, a partir das 8h, quando começa a venda dos ingressos para Brasil e Paraguai.
As entradas também serão vendidas na Ilha do Retiro, nos Aflitos, nas estações de metrô e na Liga Desportiva de Olinda.
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